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terça-feira, 21 de junho de 2011

Autor desconhecido, mas poderia ter sido escrito por mim num futuro próximo

Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.

Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'

Vai mudar a sua vida', eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.

'Eu sei', ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela.

Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.

Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?'

Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar.

Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote.

Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade.

Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina.

Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no Mcdonalds se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões
de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma.

Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho.

Que ela aprenderá a dar o verdadeiro valor a sua mãe.

Saberá que uma noite tranquila não significa que foi dormida por inteiro; que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida - não para realizar seus
próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar talco num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou
gato pela primeira vez.

Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.

Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais
maravilhoso dos chamados.

Autor Desconhecido

Nem preciso dizer que do auge dos meus hormônios gravídicos o chororô foi grande! Obrigada Day por pensar em mim ao ler este texto! Em breve saberás exatamente a dimensão dessas palavras!

16 comentários:

  1. Eu já conhecia esse texto. Ele é realmente maravilhoso!!! Arrepia!!!

    Beijos!

    Lívia.

    Ah! Desculpe pelo sumiço... estou trabalhando horrores.... beijos!

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  2. Ai Nine.. eu já conhecia esse texto.. o recebi durante a gravidez e tbm fiquei toda chororô, suspirando!

    Acho q todas nós poderiamos ter escrito esse texto.. agora ou daqui a alguns anos!

    Bjnhos em vcs!

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  3. Lindo demais da conta!
    E olha que normalmente não gosto e nem leio esse tipo de texto, mas dessa vez, pensando que era seu, fui lendo e amando. Rá! Me pegou!

    Beijos emocionados!

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  4. Que lindo texto e profundo né? Ai ai, me fez pensar, me emocionei.

    bjs

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  5. Recebi este texto via email. Realmente depois q me tornei mãe ficquei super neurótica. As vezes quando me desepero no meio da noite pensando em tudo q pode acontecer de ruim sem eu poder salvá-los, me dá uma vontade de acordá-los e enchê-los de beijos e dizer te amo, te amo, te amo!
    abraços, gisele

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  6. ah...esse texto é lindo, já o conhecia e não tem como não chorar, é pra morrer!!!

    Bjos para a gravidíssima e um são joão maravilhoso!

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  7. MARAVILHOSO,NINE!
    Eu chorando,marido chegando com pizza, e eu tentando disfarçar, mas mãe é mãe e não desfarça!rs
    super beijos

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  8. Lindo demais esse texto! Já conhecia, mas achei bem bacana vc ter compartilhado, já que é bem isso mesmo né!
    Ah, deixei selinho pra vc lá no blog tá?
    bjo!

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  9. Poxa, muito lindo esse texto!!! Mãe é um ser especial mesmo!!!
    Só nos damos conta disso quando realmentes nos tornamos mãe.

    Beijos

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  10. Conhecia esse texto,mas posso ler ele 100 vezes que me emociono e choro,rss...ser mãe sem duvida é a coisa mais linda do mundooo!!
    beijos,otimo fim de semana p vcs!!
    ;-)

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  11. Voltei pra lhe convidar para o sorteio que tá rolando lá no blog, passa lá correndo! Tem livros e CD!

    Bjos!

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  12. Oi Nine!!!
    Tem selinho para vc lá no blog!
    Bjnhos em vcs!

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  13. Oi querida, gostaria de te convidar a conhecer o Mundinho do bebê que fala sobre este lindo momento de ser mãe e conta tudo sobre este mundinho dos bebês http://mundinhodobebe.blogspot.com/ espero que tenha gostado do convite...super beijo

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  14. Nine... tô no escritório segurando as lágrimas. Que texto emocionante. Nunca tinha desejado ter filhos antes, e agora, grávida, não consigo imaginar sensação mais incrível que essa. Com certeza aprendi a dar valor pra minha mãe e com certeza serei uma mãe "neurótica".

    Beijos!

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  15. Meninas muito obrigada pelos comentários carinhosos!

    Ivana e Martha, obrigada de coração pelos selinhos! Adoro! Assim que as coisas entrarem nos eixos eu posto!

    Beijos em todas!

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