A família decide pelo segundo filho e enquanto ele, o segundo, o BB sem nome e até o momento sem sexo, cresce tranquilo e feliz, a mãe dele e da primogênita, que atende pelo nome de Ísis, começa a ter problemas com desapego.
Eu, a mãe, fico horas na internet procurando idéias para o quartinho-menina da primogênita, já que o caçula vai herdar tudo dela. Escolho móveis, jogos de lençol, manta térmica, cobertores, edredons, travesseiros de gente grande (snif, snif), almofadas descoladas sobre a cama, cama auxiliar parao futuro namorado as futuras amiguinhas poderem vir dormir aqui em casa, fotografias, quadrinhos, cortinas e cabanas. Fica tudo lindo, maravilhoso e a pequena adora o novo quartinho, que agora tem 3 camas, duas delas totalmente acessíveis. E a terceira, lá no alto, acessível somente por uma escada.
Mas...depois da mudança decidimos que ela vai dormir conosco porque o cheiro da tinta tá demais no quarto dela, depois ela tem (mais uma vez) uma crise de bronquite e eu fico com dó de deixá-la láááá do outro lado do corredor, naquela cama enorme. E se eu não ouvir (hã?) ela me chamar à noite? Mais uns dias de cama compartilhada! Nunca compartilhamos tanto desde que ela nasceu.
Marido dá o ultimato hoje pela manhã: o quartinho dela tá pronto, tá lindo, ainda sem cortinas e cabana, é verdade, mas tá lindo, novinho, cheiroso, com lençóis 200 fios e tudo o mais. Mas eu fico com o coração na mão de colocá-la lá hoje à noite.
Por quê? Não tive nenhum problema em colocá-la no quartinho dela com 21 dias de vida!
Aí, na minha auto análise (prá quê pagar honorários se você tem o gene da psicologia, né?) eu percebo que estou apegada...
Dar adeus ao bercinho amado, ao colchão forrado de um lado com plásticos que recebeu uma queimadura logo na primeira semana de uso e perdeu totalmente sua função anti vazamento xixizístico e que por isso mesmo teve que ir ao sol escasso de Joinville tantas e tantas vezes;
Dar adeus aos mini lençóis de algodão e malha tão carinhosamente escolhidos para ela;
Dar adeus aos travesseirinhos e almofadas que a envolveram todas as noites e a protegeram da cama enorme;
Dar adeus aos protetores de berço, esses lindos com quem tive uma relação de amor e ódio (amor na fofurice, ódio na bronquite) e com quem a Ísis aprendeu a falar peixinho, tartaruga, baleia, cavalo marinho, caranguejo, mergulhadora, dando bons dias e distribuindo beijinhos a eles todos os dias pela manhã;
Dar adeus à poltrona de amamentação amada, idolatrada salve salve, companheira de madrugadas intermináveis e maravilhosas de amamentação e desejos de mais horas de sono...
Enfim, dar adeus a toda uma fase épica de nossas vidas, ainda que seja para recomeçarmos tudo novamente com o filhote mais novo e iniciarmos toda uma nova fase de gostosuras e travessuras com ela, a minha sempre pequena Ísis...dói!
Mas eu preciso dar adeus, guardar as boas lembranças do lado esquerdo do peito, respirar fundo e partir, para uma nova fase, um mundo novo, uma família nova, mesmo sendo a mesma!
Me abraça? :(
Eu, a mãe, fico horas na internet procurando idéias para o quartinho-menina da primogênita, já que o caçula vai herdar tudo dela. Escolho móveis, jogos de lençol, manta térmica, cobertores, edredons, travesseiros de gente grande (snif, snif), almofadas descoladas sobre a cama, cama auxiliar para
Mas...depois da mudança decidimos que ela vai dormir conosco porque o cheiro da tinta tá demais no quarto dela, depois ela tem (mais uma vez) uma crise de bronquite e eu fico com dó de deixá-la láááá do outro lado do corredor, naquela cama enorme. E se eu não ouvir (hã?) ela me chamar à noite? Mais uns dias de cama compartilhada! Nunca compartilhamos tanto desde que ela nasceu.
Marido dá o ultimato hoje pela manhã: o quartinho dela tá pronto, tá lindo, ainda sem cortinas e cabana, é verdade, mas tá lindo, novinho, cheiroso, com lençóis 200 fios e tudo o mais. Mas eu fico com o coração na mão de colocá-la lá hoje à noite.
Por quê? Não tive nenhum problema em colocá-la no quartinho dela com 21 dias de vida!
Aí, na minha auto análise (prá quê pagar honorários se você tem o gene da psicologia, né?) eu percebo que estou apegada...
Dar adeus ao bercinho amado, ao colchão forrado de um lado com plásticos que recebeu uma queimadura logo na primeira semana de uso e perdeu totalmente sua função anti vazamento xixizístico e que por isso mesmo teve que ir ao sol escasso de Joinville tantas e tantas vezes;
Dar adeus aos mini lençóis de algodão e malha tão carinhosamente escolhidos para ela;
Dar adeus aos travesseirinhos e almofadas que a envolveram todas as noites e a protegeram da cama enorme;
Dar adeus aos protetores de berço, esses lindos com quem tive uma relação de amor e ódio (amor na fofurice, ódio na bronquite) e com quem a Ísis aprendeu a falar peixinho, tartaruga, baleia, cavalo marinho, caranguejo, mergulhadora, dando bons dias e distribuindo beijinhos a eles todos os dias pela manhã;
Dar adeus à poltrona de amamentação amada, idolatrada salve salve, companheira de madrugadas intermináveis e maravilhosas de amamentação e desejos de mais horas de sono...
Enfim, dar adeus a toda uma fase épica de nossas vidas, ainda que seja para recomeçarmos tudo novamente com o filhote mais novo e iniciarmos toda uma nova fase de gostosuras e travessuras com ela, a minha sempre pequena Ísis...dói!
Mas eu preciso dar adeus, guardar as boas lembranças do lado esquerdo do peito, respirar fundo e partir, para uma nova fase, um mundo novo, uma família nova, mesmo sendo a mesma!
Me abraça? :(





