Ô fase mais gostosa essa! Passo longos minutos te ouvindo brincar conversar com seus brinquedos. Você é muito carinhosa, filha, até de uma garrafa de refrigerante um dia desses você cuidou como se fosse o mais frágil dos bebês: ninou, fez carinho, trocou a fraldinha, enrolou na mantinha para que ela ficasse bem "quentinha e potegida". Fofa demais!
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Sobre o bebê na barriga e o irmãozinho ou irmãzinha que já se anuncia ainda estamos devagar. Você já sabe que tem um bebê na minha barriga e na última consulta você viu um ultrassom (e dia desses disse que a mamãe estava com um barrigão!) . Creio que não entendeu muita coisa, mas atualmente temos aproveitado para reforçar a idéia de irmandade para você sempre falando que algo ou alguém é irmãozinho de outro. Você ouve, dá uma risadinha, e só.
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Já percebemos que você herdou a veia debochada do seu avô e do seu pai. Um dia desses estávamos eu, seu pai e a V. no nosso quarto, todos sentados ouvindo você brincar, quando do nada você diz:
- Coco. Já vai sair o coco.
Nós ficamos frações de segundo olhando e você quando se viu cercada de olhares começou a cantar, com a carinha mais safada do planeta:
- Aaaaalequim, lequim dorado cmsngfkjuroed...
A gargalhada foi geral!
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E você também desdenha da gente na cara dura, principalmente quando está fazendo algo com alguém e não quer ser interrompida ou mudar a brincadeira. Se você está comigo e seu pai chega, você prontamente dispara:
- Num qué o papai!
E faz o gesto com a mão para afastá-lo.
Eu já levei dois "num qué a mamãe", doeu, viu? Mas quem mais leva é a L. Um dia desses você falou a temida frase para ela, ao que ela respondeu que tudo bem, mas que era ela quem cuidava de você quando a V. não está, que ela faz o seu papazinho, faz tetinho, brinca com você e que ela te amava muito. Ao que pareceu você pensou um pouco e disparou:
- Qué a L!
Esnobenta sim, boba não!
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Quando chegamos em casa e você nos vê dispara logo um "a mamãe chigou!" e vem correndo para perto de mim, para segundos depois sair correndo, pulando e falando feito uma matraquinha, provavelmente querendo me contar as novidades!
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Você está muito carinhosa e nos inunda com tantos beijos, abraços e massagens! Adoro!
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E você começou a "ler" os seus livrinhos. Olha as figuras e vai narrando o que vê entre uma frase e outra que você lembra do que contamos para você, é muito engraçadinho!
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Das palavras preferidas da vez continua o memelo (vermelho), cururido (colorido), iaiaaaate (chocolate, que você até sabe falar corretamente, mas aqui em casa já institucionalizamos o uso dessa palavra), potegido (protegido), galfo (garfo), colerinha (colherinha), açúcara (açúcar), gute (iogurte), corbra (cobra).
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Você já conta os objetos: vai pegando de um lado e colocando no outro e numerando: um, duis, tês, cato, cinco, seis, sete, oto, novi, deeez! E está se aventurando nos números de 11 a 20.
Você já reconhece algumas letras em meio a palavras, principalmente a letra do seu nome. Quando identifica um "I" diz:
- Olha, um I de Ísis!
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Adora brincar de cabaninha, que agora pode ser até debaixo do ededon. E adora que o papai faça o "show da Panterinha" na cabana. O show consiste de uma pantera cor de rosa de pelúcia e um papai cantando a música tema do bichano.
Um dia desses, no consultório médico, você estava inquieta e eu pedi que você sentasse no tapete e brincasse um pouco com a Panterinha, ao que você mesma começou o show, com sua vozinha fofa. Não houve quem não se derretesse por você naquela sala!
