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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ligeirinha


Ainda faltam uns 10 anos para a adolescência começar a dar as caras por aqui, mas as respostas na ponta da língua já começaram a dar o ar da graça... 

Ísis detesta meia nos pés, mesmo num inverno polar com temperaturas abaixo dos 5 graus. Ela arranca meias assim que eu as coloco e chora desesperadamente se eu a obrigo a vestí-las.

Teve uma noite que resolvi ser mais linha dura e a bichinha chorou por mais de 1 hora, até finalmente arrancar as meias com um suspiro de alívio! Depois desse dia, e depois de ter me xingado mentalmente de tirana, autoritária, má, fizemos um acordo: pode tirar as meias quando está sobre algo: sofá, cama, cadeira, almofada; mas não pode ficar com os pés descalços no chão. Se for descer de onde está tem que colocar as meias, tênis, pantufa, fim de papo!

Desde esse dia o acordo tem funcionado muito bem: é um tal de tira e põe as meias o dia todo, que cansa...mas trato é trato e não posso voltar atrás no combinado.

Tal combinado tem rendido algumas cenas hilárias, como a vez que ela calçou os sapatos do pai ao contrário para poder pegar um brinquedo no chão e outra que ela "calçou" os próprios tênis de uma maneira singular e ficou ali se equilibrando neles para não descumprir com o nosso acordo.

Dois dias atrás ela estava sobre o sofá, sem as meias, e quis ir para o chão pegar uns brinquedos. Ao invés de pedir pelas meias ou pela pantufa/tênis, ela empurrou o edredon que estava sobre o sofá para o chão e começou a descer. Quando eu disse Ísis, não pode descer sem meias; ela prontamente me respondeu com a cara mais safada do planeta:

- Eu tô no cobertouro (cobertor)!

Fiquei sem resposta. De fato, ela estava sobre "algo".

...

Outra coisa que não gostamos é que ela fique com objetos na boca, pois pode escorregar e engulí-los ou machucar seriamente a boca. Sempre que a vimos com algo como lápis, bolas, bastões, colheres avisamos para que ela tire da boca, pois pode machucar.

Ontem ela estava brincando com um lápis de escrever na mão e disfarçadamente colocou na boca. Eu, que desde que virei mãe tenho olho nas costas, já chamei a atenção: não pode! E ela, que é ligeira, respondeu prontamente:

- Mas eu tô tocando flauta!

E passou a "dedilhar" sobre o lápis.

2x0 pra ela!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Lógica Isística


Se para ela vassoura é bassôra, nada mais lógico que varrer ser charmosamente denominado de imbassorá!
:)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ísis e o Galo


A criatividade e a imaginação andam em alta por aqui!
Nosso apartamento e a maioria das casas antigas de SVP possuem piso de madeira. A madeira tem suas formas, seus desenhos, partes mais claras e escuras, que por vezes, com a ajudinha da imaginação infantil, formam desenhos: pessoas, animais, cenários inteiros que nós adultos temos dificuldade em identificar.

Eu me lembro que quando era pequena tinha um armário em madeira, bem como as portas da minha casa eram de madeira escura, com várias manchas. Estas se transformavam em diversos pernonagens - alguns até bem assustadores -  e bastava bater o olho naquela parte do guarda roupa ou da porta para que o personagem saltasse aos meus olhos!

Pois bem, por aqui um galo de estimação apareceu num taco do piso, que fica debaixo de uma cadeira, na nossa sala. Faz alguns meses que ele foi identificado pela Ísis e devidamente apresentado ao restante da família, mas depois de um dia ou dois falando no assunto, o mesmo nunca mais foi visto.

Parece que o bichano resolveu se aquecer neste inverno e reapareceu num dia desses, cheio de novidades, gostos e sustos! Primeiro veio o susto:
- Mamãe, mamãe! Tem um galo ali!
- Onde filha?
- Ali!
E ela me apontou aquela mancha do taco debaixo da cadeira. Lembrei da história e resmunguei um "ah, que legal, oi seu galo!"

Mas a pequena passava longe daquele taco! E por vezes saía correndo e dizendo:
- Tem medo do galo!
Aí tive que dar mais atenção ao fato, levar ela ali perto, dizer que o galo era amiguinho, que ele morava numa toquinha (?) debaixo da cadeira, que ele fazia cocoricó, que gostava de brincar. As frases dela mudaram para:
- Num tem  medo do galo, ele é amiguinho, canta cocoricóoooo!
Muito bem!

Mas eis que a brincadeira ficou legal e ela quis fazer absolutamente tudo com o galo: trocou fraldinha (ela anda nessa obssessão com troca de fraldas!), deu papá, cobriu com a mantinha, levou a Panterinha e o Gato Rosa Mimoso para cunveiçá (conversar) e me fez ficar longos minutos conversando com ela em "galês". Dividiu seu pé de moleque com ele colocando um pedacinho sobre o taco e dizendo:
- Come, come galo! É pé de moleque! É totoso!

E tudo ia bem até que ela quis jogar bola com o galo. Pegou sua bolinha cururida (colorida) e jogou para ele. Ficou olhando para o galináceo e esperando que a bolinha voltasse. Eu prontamente fiz as vezes de galo, mas fui repreendida:
- Não, mamãe não, é o galo que joga!
Aiaiai! Senti cheiro de imaginação fértil demais no ar.
Ela jogou novamente a bolinha e ficou esperando, esperando, até que ela se virou para mim com a carinha mais desapontada do mundo e disse:
- Ele não joga! O galo num qué jogar comigo!

Saiu profundamente desapontada com seu novo amigo carregando a bolinha na mão. Levar uma esnobada dessas...Pensei em argumentar e dizer que não era um galo de verdade, que era só uma mancha num taco de madeira, que não dá para jogar bola com manchas em tacos de madeira, etc...Mas não disse. Apenas defendi o Sr. Galo dizendo que ele estava muito cansado, pois acordava pela madrugada para cantar seu cocoricó matinal, que mais tarde ele jogaria com ela, mas que enquanto isso ela teria que jogar com a mamãe.

Depois disso, não sei porquê, o galo se mandou lá de casa. Mas ainda é possível ouvir seu canto madrugada à fora.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Um pouquinho dela


Ô fase mais gostosa essa! Passo longos minutos te ouvindo brincar conversar com seus brinquedos. Você é muito carinhosa, filha, até de uma garrafa de refrigerante um dia desses você cuidou como se fosse o mais frágil dos bebês: ninou, fez carinho, trocou a fraldinha, enrolou na mantinha para que ela ficasse bem "quentinha e potegida". Fofa demais!

...

Sobre o bebê na barriga e o irmãozinho ou irmãzinha que já se anuncia ainda estamos devagar. Você já sabe que tem um bebê na minha barriga e na última consulta você viu um ultrassom (e dia desses disse que a mamãe estava com um barrigão!) . Creio que não entendeu muita coisa, mas atualmente temos aproveitado para reforçar a idéia de irmandade para você sempre falando que algo ou alguém é irmãozinho de outro. Você ouve, dá uma risadinha, e só.

...

Já percebemos que você herdou a veia debochada do seu avô e do seu pai. Um dia desses estávamos eu, seu pai e a V. no nosso quarto, todos sentados ouvindo você brincar, quando do nada você diz:
- Coco. Já vai sair o coco.
Nós ficamos frações de segundo olhando e você quando se viu cercada de olhares começou a cantar, com a carinha mais safada do planeta:
- Aaaaalequim, lequim dorado cmsngfkjuroed...
A gargalhada foi geral! 

...

E você também desdenha da gente na cara dura, principalmente quando está fazendo algo com alguém e não quer ser interrompida ou mudar a brincadeira. Se você está comigo e seu pai chega, você prontamente dispara:
- Num qué o papai!
E faz o gesto com a mão para afastá-lo.
Eu já levei dois "num qué a mamãe", doeu, viu? Mas quem mais leva é a L. Um dia desses você falou a temida frase para ela, ao que ela respondeu que tudo bem, mas que era ela quem cuidava de você quando a V. não está, que ela faz o seu papazinho, faz tetinho, brinca com você e que ela te amava muito. Ao que pareceu você pensou um pouco e disparou:
- Qué a L!
Esnobenta sim, boba não!

...

Quando chegamos em casa e você nos vê dispara logo um "a mamãe chigou!" e vem correndo para perto de mim, para segundos depois sair correndo, pulando e falando feito uma matraquinha, provavelmente querendo me contar as novidades!

...

Você está muito carinhosa e nos inunda com tantos beijos, abraços e massagens! Adoro!

...

E você começou a "ler" os seus livrinhos. Olha as figuras e vai narrando o que vê entre uma frase e outra que você lembra do que contamos para você, é muito engraçadinho!

...

Das palavras preferidas da vez continua o memelo (vermelho), cururido (colorido), iaiaaaate (chocolate, que você até sabe falar corretamente, mas aqui em casa já institucionalizamos o uso dessa palavra), potegido (protegido), galfo (garfo), colerinha (colherinha), açúcara (açúcar), gute (iogurte), corbra (cobra).

...

Você já conta os objetos: vai pegando de um lado e colocando no outro e numerando: um, duis, tês, cato, cinco, seis, sete, oto, novi, deeez! E está se aventurando nos números de 11 a 20.
Você já reconhece algumas letras em meio a palavras, principalmente a letra do seu nome. Quando identifica um "I" diz:
- Olha, um I de Ísis!

...

Adora brincar de cabaninha, que agora pode ser até debaixo do ededon. E adora que o papai faça o "show da Panterinha" na cabana. O show consiste de uma pantera cor de rosa de pelúcia e um papai cantando a música tema do bichano.
Um dia desses, no consultório médico, você estava inquieta e eu pedi que você sentasse no tapete e brincasse um pouco com a Panterinha, ao que você mesma começou o show, com sua vozinha fofa. Não houve quem não se derretesse por você naquela sala!



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cheia de habils!

Obrigada a todos que passaram por aqui nesses dias em que estive fora. É muito bom receber carinho e dicas sempre! Aos poucos vou retomando as visitas e me atualizando de tudo.

Márcia! Fiquei muito feliz em saber que a família de vocês aumentou! Você não deixou email, se puder me manda, tá?

Esses dias de introspecção trouxeram algumas descobertas maravilhosas do desenvolvimento da minha filha primogênita (céus!).

Você descobriu o encontro consonantal "br" e "pr", e fala de maneira muito engraçada: sombra é sombara, abri é abiri, prato é parato e açúcar, que não tem nada a ver com isso, mas só para rimar, é açucara!

...

E você está adentrando o seu próprio mundo criativo, já fica uns bons minutos brincando e falando sozinha ou com seus bonecos. Inventa falas para a Panterinha, a Rosinha e a Upa, e quando sai do berço pela manhã se despede da mergulhadora, da baleia, do siri, dos peixinhos e do cavalo marinho. Acho uma graça!

Também fico obervando que você repete com seus bonecos as nossas conversas com você e os nossos cuidados também. É muito bonitinho!

Mas não são só os bonecos que ganham vida e falas. Parece que você herdou a vocação da tia Mari de dar nomes e personalidade a objetos. Dia desses você pegou uma bisnaga de patê e ficou longos minutos conversando e dando comidinha para ela, tirou a roupa (etiqueta) e disse que ela estava pilada, depois disse que ela estava com frio e colocou a etiqueta novamente. E ainda fingiu que era uma flauta! Eu e o seu pai ficamos só observando e entrando na sua historinha.

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Agora quando você nos pede alguma coisa e a gente te dá além de agradecer, você ainda acrescenta oblrigada por ter feito! Não é uma fofura? Morri da primeira vez que ouvi.

Neste final de semana eu comprei uma joguinho de chá para você brincar. Depois que abrimos a caixa e você brincou um pouquinho, veio em minha direção e disse oblrigada por ter feito brinquedinhos e me deu um beijo! Assim, espontaneamente. Fofa demais da conta!

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Na semana em que fiquei em casa de repouso você ficou chateada uns 3 dias comigo porque queria brincar como sempre fizemos e a mamãe não conseguia levantar e ficar conversando, dançando, pulando. E você ficava chateada e chorava, chorava. Depois passou a entender que a mamãe só poderia brincar paradinha e aí passou a ficar ao meu lado no sofá, com seus brinquedos ou assistindo DVDs. A energia você guardava para o seu pai, quando ele chegava do trabalho! Aí parecia que queria tirar o atraso do dia e saía a brincar com ele de pular, dançar, esconder...Foi bom perceber que você já é capaz de compreender essas situações.

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Quando eu era criança eu me divertia muito brincando com minhas mãos! Ficava horas brincando com elas como se fossem bonecos. Ontem enquanto você estava deitada ao meu lado tomando suco você começou a brincar com suas mãos! Tive que me conter para não te esmagar, mas consegui e fiquei uns bons minutos te vendo descobrir as formas que a sua mãozinha de lontra consegue fazer e como isso pode ser divertido.

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Seu entendimento sobre o irmãozinho está melhorando. Dia desses eu estava trocando sua fralda e você começou a balançar as pernas, me chutando de leve na barriga. Eu te expliquei que não podia fazer assim, porque machucava a mamãe e que agora a mamãe estava com um neném dentro da barriga, que ele também ficaria machucado. Na mesma hora você parou e disse o irmãozinho da Ísis e começou a fazer carinho com os pés.

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E você também passou a inventar suas próprias musiquinhas! Você canta coisas que vai fazer ou está fazendo e me fez lembrar de mim mesma quando você nasceu! Tudo que eu fazia eu cantava numas musiquinhas muito ordinárias! Mas que te acalmavam e me ajudavam a não me sentir tão só, afinal quem canta seus males espanta!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Repouso...e as novidades!

Desculpem o sumiço! Obrigada a todas pelos comentários e emails carinhosos! Estive visitando os blogs nestes dias, mas sem aquela disposição para comentar. Foi assim: enjoo forte, vômitos frequentes, insuficiência respiratória (que nunca tive na vida), tosse seca, muita tosse, mais vômitos, dores pelo corpo, caos, desespero!

Hoje finalmente consegui um obstetra para me antender aqui em SVP. Gravidez de mais ou menos 9 semanas, bebê bem, coração batendo a mil (e eu chorei, chorei, igual ao da Ísis), mas...por conta das tosses e tals eu tive um pouco de cólica e sangramento (calma família, está tudo bem!) e a GO me recomendou repouso até melhorar da insuficiência respiratória. Vim até o trabalho resolver pequenas pendências e vou dar uma sumidinha até semana que vem.

Neste meio tempo pesquisei muito sobre profissionais do parto humanizado e aqui no RS só existem dois: Dr. Ricardo Herbert Jones, que aparece em vários relatos de parto na internet e é super recomendado! É o único que topa parto domiciliar no RS. E tem a Dra. Ana Claudia Codesso, humanizada também, mas só topa parto hospitalar. Entrei em contato com uma doula, a Fabiana Panassol que atende em partos domiciliares e hospitalares. Detalhe trágico: todos esses profissionais estão em Porto Alegre a 500 km de distância de SVP! Se eu quiser um parto decente terei que me deslocar até lá.

Bem, liguei para os dois consultórios imaginando que os dois seriam as estrelas, né, são os únicos em todo o Estado e sei que muitas gestantes vão até POA para ganhar com o Dr. Jones. Fiquei de cara quando soube que ambos atendem meu plano! Olha que legal! Inclusive o parto! Apenas no caso do Dr. Jones, se o parto for domicilar, ele cobra um valor, claro, por ele e a equipe. A negociar...

Consegui consulta com os dois para dia 19/07, super tranquilo. Marquei com a doula também. Estou animada!

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Neste meio tempo tempo tivemos crises e mais crises de carência da minha pequena Ísis. Tadinha. Ela não se conforma que eu esteja em casa, porém prostrada, sem brincar com ela, pegar no colo, cantar musiquinhas, nada e cupindo, como ela diz quando me vê vomitando. E ela chora, chora e eu choro, choro, e fico pensando que nesse meio de campo filho na barriga mal recebe uma atençãozinha e marido tem que se virar em 4 para cuidar de todos. Caos. Mas passa, eu sei. Mas até que passe, parece que nunca passa, né verdade?
...

E ela está conversadeira demais. Com frases complexas e tudo e com interrupções nas falas dos adultos dentro do contexto! Fico abismada!

Dia desses eu e a L. conversando sobre métodos antigos de educação (o famoso tapa na bunda) e ela ali brincando. Do nada ela se vira para nós duas e diz: mamãe, não pode bater nas pessoas, faz dodói, elas chólam! Ainda bem que eu estava dizendo justamente isso para a L.!

Duas noites atrás uma vizinha foi me visitar e no meio da nossa conversa a Ísis dispara: eu vou bincá com a Ana. A Ana qué bincá com a gente! Quem é Ana, meodeos!

Temos a batalha das meias todos os dias! Com o frio polar que faz aqui ela não quer colocar as meias de jeito nenhum! E ao mesmo tempo em que as arranca dos pés puxa o edredon para cima deles disparando: tem que tapá esse pé Ísis, tá muito frio! Ou seja, ela mesma já se dá o sermão e arranja um paliativo para o não uso das meias! Mereço!

Assistimos Glee toda semana, e esta série é sobre corais escolares e tals. Ela reconhece o seriado e dia desses ela começou a cantar sozinha do nada a música do carangueijo: calanguejo não é pexi, calanguejo pexi é, calanguejo mfhsnsjcnc bdoibxkxbki ccksifnej maréééé! E ela virou o bicho glee!

Agora ela escolhe os DVDs que quer assistir, não adianta mais empurrar nada que ela pede para trocar sem dó e fica repetindo feito a música do elefantinho até a gente trocar. Irritante. Puxou quem mesmo em??

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Diálogo de sexta feira e mais notícias

Sexta feira é sempre um dia feliz para mim.

Antes era o final da semana de aulas, a possibilidade de uma festinha no final de semana, ir à casa das amigas jogar conversa fora, passear. Depois, já na idade do trabalho, era o final de uma semana de muito trabalho e pouca diversão, dois dias de folga para fazer o que desse na cabeça, inclusive absolutamente nada.

Agora, sexta feira também me traz a sensação boa de um final de semana que se aproxima, não mais por festas, ócio, conversas sem hora para acabar com os amigos, mas sim porque terei dois inteiros com você, filha. Nesse clima de sexta feira foi que eu e seu pai tivemos a seguinte conversa na volta do trabalho:

- Que bom que amanhã é sábado, tá tão frio, dá para ficar mais um tempinho na cama.

- É, sábado é dia de acordar as 08:00h e com o bicho no meio.

Rimos, eu e o seu pai. Essa é a rotina do final de semana. Acordarmos os três juntinhos.

- Tô com uma saudade do bicho. - seu pai fala. - Ela tá cheia de habilidades, que figurinha.

Eu concordo. Rimos novamente. Incrível sentir saudade em poucas horas, mas eu também sinto.

- Quer passar na padaria? - seu pai me pergunta.

- Não. Quero ir logo pra casa. - Tô com saudade do bicho!

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No sábado fomos almoçar no chalé de uma amiga que fez aniversário. Ela tem uma filha de 5 anos, a S., com quem você já brincou algumas vezes. Quando eu te contei que você iria encontrar a S. para brincar, olha só o que você me falou:

- Mamãe, a S. é muito sapequinha! Ela góta de fazer ba-gun-ça!

- E você, Ísis? Você é sapequinha também?

- Nããããoooo!

Achei a coisa mais fofa e cara de pau do universo!

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Faz tempo que curtimos, eu e o seu pai, a programação infantil, seja em DVD, seja na Discovery Kids ou na Cultura. Noite de sexta feira, assistindo pela 859746213957 vez o DVD da Pantera Cor de Rosa começamos a anotar os "erros de gravação" do desenho. Diálogos inteiros se passam sobre os desenhistas, sobre os erros de continuidade, sobre as caras e bocas da Pantera.

Na mesma noite passa um episódio repetido do Tooty e Pudle. "Ah, esse eu já vi, que droga, repete muito esse desenho!", seu pai me fala. Impossível não cair na gargalhada. E são vários diálogos sobre nossos desenhos preferidos e dos não tão preferidos!

Houve um tempo em que eu assistia filmes cult e seu pai filmes de ação e não nos entendíamos nos gostos filmísticos. Tínhamos raros filmes preferidos juntos. Agora temos vários desenhos preferidos que são iguais!

Quem disse que os filhos não unem o casal, em??

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Já te contamos que você vai ter um(a) irmãozinho(a), que ele(a) está na minha barriga, mas você não esboçou reação. De vez em quando fala que tem um neném na minha barriga e semana passada me ajudou a fazer massagem, muito mais pela diversão de espalhar o hidratante do que pelo ato em si, claro.

Aqui em casa combinamos que o irmãozinho vai entrar com calma na sua vida, sem pressão, sem muita falação, e por enquanto sem mudanças na sua rotina. Estou lendo sobre o assunto. Tem muita coisa! Mas mais uma vez, e ainda mais agora que me sinto bem mais segura em relação às escolhas que faço, vou seguir meu instinto, meu coração e sempre tentar me colocar no seu lugar.

O bom é que eu e o seu pai também somos os irmãos mais velhos, o que ajuda muito no quesito o que não fazer. Falar demais sobre um irmão que ainda nem chegou e que nem se faz perceber é uma dessas coisas que combinamos de não fazer.

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E com o primeiro segundo filho o contato inicial tem sido mais de leve mesmo, por total falta de tempo. Lembro quando li um texto da Mari, do Pequeno Guia sobre o receio que ela sentiu no começo da segunda gravidez, pois tudo já estava tão preenchido com a filha mais velha, que parece que o segundo não terá vez. É mais ou menos isso. Diferente da primeira gravidez, eu tenho uma primogênita do lado de fora, que ocupa todo o tempo livre, então sobra pouco tempo para diálogos com a barriga e tempo de contemplação. Ontem conversei com o filhote intrauterino, expliquei a rotina toda e agradeci pelo fato dele estar chegando assim, de mansinho, sem grandes arroubos.

E sempre que eu cuido da Ísis, faço um carinho nela, brinco, danço, pego no colo, dou comida, levo para passear falo para ele que é isso que ele vai encontrar aqui do lado de cá. Mamãe dedicada, apaixonada e irmãzinha serelepe para brincar!

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Gostaria de agradecer todo carinho recebido depois do último post! A semana foi corrida, Ísis com um pouquinho de crise respiratória, sem dormir muito bem e eu com um sono danado!

Ainda não sei exatamente de quantas semanas estou porque aqui no sul do sul ultrassom é coisa chique demais e só consegui obstetra (que são pouquíssimos na cidade) para 22/06, mas já noto algumas diferenças em relação à gravidez da Ísis:

- ainda não estou vomitando, mas fico levemente enjoada se fico mais de 3 horas sem comer;

- faço muito xixi, coisa que não aconteceu durante toda a gravidez da Ísis;

- gosto de comer de tudo, o sabor dos alimentos está acentuado, bem diferente da gravidez da Ísis em que eu não sentia gosto de nada;

- não consigo tomar café preto, igual ao que aconteceu na gravidez da Ísis;

- estou com o intestino hermeticamente fechado mesmo comendo cereais, frutas, verduras e tomando água, o que me garante um bom mal estar diário e uma barriga inchada, afe! Na gravidez da Ísis isso também não aconteceu...Aceito sugestões!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O palavrão, a cabana e outras histórias

Eu não sou do tipo que fala muito palavrão, no máximo um é foda, ou es fueda em versão fronteiriça; de vez em quando um que merda. Só.

Eu bem que gostaria de dizer orgulhosamente que não falo esses nomes feios na sua frente, Ísis, que sou mãe controlada, equilibrada, um anjo de candura com a boca mais inocente deste mundo, mas não posso. Quando eu me dou conta, já larguei minhas pequenas expressões condenáveis bem na sua frente.

Agora, eu posso me orgulhar de que não foi comigo que você aprendeu seu primeiro palavrão. A culpa é do seu pai que larga a torto e a direito o seu puta merda. Em jogo do Corinthians é o maior festival.

Foi assim: você estava tomando banho com uma bolinha de plástico na mão e na hora em que eu te tirei da banheira você deixou a bolinha cair soltando um sonoro PUUUTA MÉÉÉÉDA na mesma entonação de voz e mesmo prolongamento de sílabas usada pelo seu pai.

E eu? Depois do choque tive vontade de chamar seu pai e colocar os dois para lavar a boca com sabão, mas ao invés disso falei nossa senhora, caiu a bolinha Ísis e você nem tchum...ficou lá repetindo e repetindo o seu puuuta méééda caiu a bolinha.

Agora todo cuidado é pouco. O estoque de sabão em barra, daqueles amarelos e fedidos já foi providenciado. Aceito sugestões!

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E faz tempo que uma das suas brincadeiras preferidas é brincar de cabaninha. Montamos de todo jeito e em todo lugar, colocamos almofadas, pegamos livrinhos, bonecas e isso rende bons minutos de boas brincadeiras tudo mundo zunto, ou um sossego rápido para a mamãe e o papai.

Mais uma idéia boa da V.!


Berço + manta + poltrona de amamentação + bonecos e almofadas = 15 minutos de sossego!


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Agora você expressa suas preferências começando a frase com um eu góto de, que pode ser um eu góto de ocê mamãe, ou eu góto de bincá na caminha da mamãe ou pode ser o terrível eu NÃO góto de ocê.

Mãe sofre...

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Um dos melhores livrinhos de todos os tempos é o seu livro de pano, presente dos tios Dedé e Cláudia! Brinquedo mais que legal! Nele você aprendeu cores, formas, noções de subir e descer, de entrar e sair, de grande e pequeno.

De quebra ainda me presenteou com palavrinhas fofas do tipo amingo (flamingo), pôco ósa (porco rosa), tês, cáto, cinco, seis boletinhas (3,4,5,6 borboletinhas), cóba gandão (cobra grande), guiguim pêto e malélo (pinguim preto e amarelo, devido ao cachecol do mesmo ser amarelo), janininha memêla igal tufa (joaninha vermelha igual a pantufa, porque ela tem uma pantufa de joaninhas).



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Mas recentemente você começou a desenhar e criar na sua imaginação as imagens. Então um risco pode ser um sapo cururu, dois riscos podem ser você e a V. passeando, um círculo (!) pode ser um caracol  ou uma gota de chuva, ou nuvens cheias de água...é maravilhoso ouvir você contando seus desenhos!

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Agora você avisa quando faz coco e quando eu estou na dúvida entre coco e pum você me esclarece: é pum. Desfralde à vista?

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E essa última é apenas para te exibir! Tá ou não tá a amazoninha mais fofa?


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mãe transborda...

No começo eu era seu lar, seu alimento, seu parque de diversões, sua orquestra sinfônica, uma voz ao longe. Creio que ali, naquele comecinho, foi-se criando um laço, uma relação de dependência física, uma curiosidade mútua. O que você amava em mim? Podemos falar de amor quando o outro é nossa própria razão de existir? Ou melhor, não seria esse o significado do amor?

Um dia fui o caminho para o novo, o desconhecido, para a vida que te esperava. Será que chorastes de saudade do antigo lar? Ao me ver sentiste simpatia? alegria? medo? ansiedade? E será que ao me ouvires reconhecestes minha voz? O que você amou em mim? A sensação do colo quente, quando tudo parecia frio demais? Podemos falar de amor quando o outro é nosso porto seguro? Seria amor aquela sensação de calmaria experimentada ao ouvir o timbre da voz?

Houve um tempo em que eu fui o melhor alimento: o leite sagrado e abençoado, capaz de curar as dores da fome, do cansaço, do sono, das dores. Você amou em mim a possibilidade de ter alívio imediato para suas necessidades mais urgentes. Eu fui um ninho e um seio farto.

Agora eu sou a companheira, a fiel escudeira de todas as horas, aquela que cura uma ferida com um beijo mágico, que admira cada pequeno fato. E o que eu amo em você? Podemos falar de amor quando tudo o que o outro representa são suas melhores idéias, seus maiores desejos, os feitos mais admiráveis, a razão de cada escolha, a emoção de cada dia?

Seria exagerado o amor?

Os dizeres são que, bem, tudo muda, uma dia serás deixada de lado, haverá outros interesses...não será entrega demais para quem um dia se vai?

E alguém em sã consciência não escolheria transbordar de amor um único dia, mas sim permanecer condicionado, racionado uma vida inteira?

É assim, é assim. Eu já transbordei. 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Depois das férias...

Depois das férias veio a Páscoa e com ela uma boa dezena de ovos que o colelinho touxe, não apenas para a Ísis, mas para os pais da Ísis, que não são mais crianças, mas que parecem ter se comportado muito bem no último ano, considerando a quantidade exorbitante de chocolates que trouxeram para casa...

E isso nos fez relembrar as nossas páscoas no caminho de volta, gerando um bom assunto para dois balzaquianos diante de muita estrada para percorrer. Concluímos que:
- OU ganha-se muito mais hoje em dia e por isso as compras de páscoa não pesam tanto no orçamento das famílias,
- OU os chocolates estão proporcionalmente mais baratos e com isso é possível comprar muito mais com muito menos,
- OU com os meios de comunicação de hoje, muito mais eficientes, muito mais apelativos, nos deixamos vencer pela onda de consumismo que impera neste mundo capitalista, abandonando nossos ideais sociais da adolescência, toda essa preocupação com o meio ambiente, e com a produção mundial, e com os recursos naturais escassos torna-se balela diante do coelhinho de chocolate, porque somos imediatistas, porque amamos chocolate, porque agora temos filhos/netos.

E não seria justamente por causa desses últimos que deveriamos repensar?

Eu me lembro que ganhava UM ovo da minha mãe, da minha avó eu ganhava UM coelhinho de chocolate ou uma daquelas cestinhas bem pequenas com balas, ovinhos, merendinha e um mandolate (delícia). Dos tios um bombom sonho de valsa, quando muito. Os adultos não ganhavam chocolates. No máximo uma caixa de bombons da mãe.

Hoje temos competição para saber quem ganhou mais ovos...bah!

E se antes eu acabava com a minha cestinha de páscoa na primeira semana, agora preciso esconder quilos de chocolate em cima do armário...tem lógica isso?

Nessa terra de gigantes

Eu sei, já ouvimos tudo isso antes

A juventude é uma banda

Numa propaganda de refrigerantes
(Engenheiros do Hawaii)
...

Em casa, depois de duas semanas de viagem o saldo foi de quilos a menos (no bebê, não na mãe) por conta da falta de apetite que sempre ocorre em viagens (no bebê, não na mãe) e uma virose que resultou em dez dias de diarréia (no bebê, não na mãe).

O tempo é de recuperar o tempo perdido e os quilos perdidos (do bebê, não da mãe) de maneira que tenho uma Pac Baby voraz!

Numa única tarde de sábado foram risonhamente consumidos, com direito a gritinhos de hum, delícia papazinho: 1 pote de iogurte natural, 8 biscoitos de trigo uruguaio, 1/2 cacetinho (calma, você continua no blog certo, não se assuste) com manteiga, 2 copos de suco e 1 ovinho de chocolate para arrematar!
...

A brincadeira da vez é acundê.

O lugar é sempre o mesmo: atrás da porta do meu quarto. Fica lá bem quietinha e quando eu pergunto "onde está a Ísis?", sai correndo de trás da porta rindo alto e gritando achou, para em seguida me empurrar para fora do quarto dizendo acundê mamãe.

Vinte vezes seguidas foi o récorde até agora!

Também podemos brincar de esconder com ela colocando alguma coisa sobre a própria cabeça. Daí sai andando com as mãos para a frente (feito Michael Jackson em Triller) e normalmente bate com ela em algum lugar.

Mas caso ocorra tudo bem, o resultado é o mesmo: muito riso e aquele achou no final. Esmago!
...

E ela é fã do Yanni, carinhosamente chamado de bigode ou bigus!

Começou assim: cansados do Cocoricó, Urso da Casa Azul e MPBaby, papai e mamãe apresentaram o "moço do bigode" para a pequena Ísis!

Nascia ali mais uma história linda de amor entre fã e ídolo!

Agora o bigus é pedido constantemente e ao ouvir a musiquinha ela ri satisfeita e solta gritinhos: bigus, bigus, bigus!

E eu era fã do Menudo, do Dominó e do New Kids...tsc...tsc...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Detalhes do dia



Existem esses momentos que ficam eternizados na gente...são alguns segundos na nossa rotina, que, assim, do nada, parecem ser realmente vistos pela primeira vez!

E porque você acorda arrancando as meias e se agarra em meu pescoço, e me pede seu leite com chocolate e sorri com olhos acizentados E porque você me agradece dizendo bigada, dinada, sem saber das convenções, dos preconceitos, dos turbilhões, dos erros e acertos E porque você é assim nervosinha, mandoninha, cheia de habilidades, cheia de bossa, cheia de felicidade E porque você me chama, você me cativa, você me ensina, você me faz mais feliz E porque você tem minha pele, meu sangue, meu coração, você é meu lar, meu lugar ao sol, meu céu estrelado, meu mar azul num dia acalorado E porque você me faz massagem com a mão mais pesada que um bebê pode ter, e me faz chucas e pentados de enlouquecer E porque você me imita, calça meus sapatos, veste meus sutiãs, passa meus desodorantes e usa meus culailes E porque você tem esse cheirinho de travesseiro quando acorda, esse chulezinho gostoso no pé, esse cabelinho cheiroso de xampu de bebê E porque sua pele é macia, é quentinha, é fofinha que me dá vontade de morder.


Inspiração: esse post

terça-feira, 29 de março de 2011

Flashbacks

Um dia desses eu li no Mamãe tá Ocupada que ser mãe e ter flashbacks da própria infância. Verdade puríssima! Desde que você nasceu eu passo por esses momentos muito assiduamente e relembro sentimentos e acontecimentos antes esquecidos num canto empoeirado e emparanhado do meu cérebro. Depois de você muitas experiências voltaram à tona, sejam para reforçar a maneira como eu me relaciono com a maternidade, sejam para me fazer repensar uma atitude ou pensamento antes entendido como certo.

Eu costumava ter esse pesadelo quando muito pequena: eu não encontrava a minha mãe! Eram pesadelos horríveis em que eu sempre me via andando por ruas e mais ruas a chamar pela minha mãe sem conseguir encontrar. Eu sentia um medo terrível, uma agonia, uma dor no peito.

Hoje quando eu te escuto me chamar no meio da noite, ainda dormindo, entre lágrimas, é sempre nesse pesadelo que eu penso e sigo em direção ao seu quarto te dizendo que eu estou aqui, a mamãe está aqui, não vai a lugar nenhum.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ísis: aprendendo com o Cebolinha!



Você entrou numa fase de conversação muito gostosa! Agora, quando chegamos do trabalho, você tenta nos contar como foi o seu dia, as brincadeiras que fez, o que viu na rua, o que mais te chamou a atenção. E eu acho uma fofura suas expressões e palavras truncadas com enrolações de língua que tentam ser frases completas! Tenho vontade de te afofar e mal te deixo terminar de contar alguma coisa, já estou beijando, dizendo como você é linda, esperta, fofa, salve, salve (liga não, filha, é que a mamãe é coruja mesmo!)!

Agora você fala como o Cebolinha, da Turma da Mônica, trocando os eles pelos eles, ops, os erres pelos eles! Daí saem : pantela, colatigo (curativo, que já foi culatido), histólia, pala (do verbo parar), entre tantas outras ditas no dia a dia e que a mamãe nunca lembra na hora de escrever, ai, ai.

Outro padrão seu é trocar o jota pelo zê: zunto (junto), zétsons (jetsons, o desenho), zanela (janela) e por aí vai...

Fora essa maneira cebolenta/abelhenta de falar ainda tem aquelas palavras favoritas da mamãe! Agora temos alimba (margarina!), pampufa (pantufa), janininha (joaninha), tôi (cobertor, que você não gosta de ter por cima nem nos dias mais frios!), boletinha (borboletinha, que já foi boboletinha, não sei por que você comeu uma sílaba), tabalá (trabalhar), uim (amemdoim, que você ama de paixão e vive pedindo desde que experimentou), boeda (moeda), samonete (sabonete), opa (roupa), panta (planta), uafo (garfo), colelinha (colherinha), culé (colher).

Tem os números: um, duis, tês, caco, cinco, seis, sete, oto, novi, deeeez! Mas você não sabe as quantidades, então 5 samonetes você chama de duis! Aliás, qualquer coisa acima de um você diz que é duis, ou um monte!

A formação de frases também está bem legal: já entendemos quase tudo que você diz e você ainda está na fase papagaio: a gente fala, você repete!
- Mamãe a papai a tabalá os duis! (quando saimos nós dois para trabalhar você fala para a L. e a V., que ficam com você em casa).
- Tudo mundo, ou tudo zunto! (quando você quer que todos se abracem, se beijem ou que fiquem com você fazendo alguma coisa).
- Qué tetinho a iaiate! (Quando você quer tomar seu leite com chocolate. Essa a primeira frase que você diz pela manhã, logo depois do a mamãe?, se é o seu pai quem te tira da cama, ou do olá, bom dia!, se sou eu).
- Qué a umpódi! (Quando você quer fazer/pegar qualquer coisa que você já saiba de antemão que não pode...espertinha...).

E ainda tem as interjeições fofas: ai, ai, ai, quando você faz algo que sabe ser indevido, ou quando nos vê fazendo algo assim; ai, mideux (ai, meu Deus!), quando a gente não consegue entender o que você está dizendo ou quando a gente não quer fazer o que você quer; cudádo (cuidado) quando nós estamos fazendo alguma coisa que você considera perigosa.

Fora que o fato de contarmos história para você nos rendem ótimas tiradas e frases! Estou amando esta fase, Ísis!


sexta-feira, 4 de março de 2011

Tiradas

Eu sempre gostei de ler sobre as palavrinhas e histórias ditas pelos filhos e filhas de outros blogs e sempre fiquei pensando e imaginando quando eu ouviria as suas.

A verdade é que faz um bom tempo que eu ouço as palavras, desde os primeiros mamães totalmente identificáveis até as frases que você nos diz hoje. E entre uma fase e outra chegaram as situações engraçadas que as suas primeiras percepções de linguagem e comunicação nos trazem de presente.

A BABÁ E O FEIJÃO

Hoje a sua babá me contou que depois de almoçar você ficou com os dentes cheios de feijão, que ela te mostrou no espelho quando estavam escovando os dentes dizendo que tinha de limpar bem a boca porque estava cheia de feijão grudado.

Daí você para e olha fixamente para o rosto dela apontando uma pinta que ela tem na bochecha que parece, na sua percepção, um grão de feijão e disse: A lavá a fijão? Traduzindo: Vamos lavar esse feijão aí da sua bochecha?

O BAMBI É O PAPI?

Uma noite dessas ao te levar para a cama e perguntar se você queria ler um livrinho, você prontamente pediu o livrinho do Bambi, seu preferido ultimamente, e como eu demorei para encontrar você ficou repetindo infinitas vezes: Bambi, bambi, bambi, bampi, bampi, pampi, pampi, papi, papi... papi?

Eu me lembrei na hora do seu livrinho da Chapeuzinho Amarelo e do lobo que vira bolo!

ÍSIS QUÉ

Você está na fase do "Ísis quer tudo". Dia desses você estava lendo um livro novo com a babá e começou a querer rasgá-lo. Ela avisou para não rasgar, mas você não deu bola e continuou. Ela avisou que tiraria o livro, caso você continuasse a puxar as folhas, pois iria estragar e como você fingiu que nem era com você ela retirou o livro da sua mão e colocou na estante, ao que você respondeu prontamente: Ish qué a istagá!

E desde então não adianta muito a gente dizer que você não pode pegar algo ou mexer em algo pois poderá quebrar, estragar, rasgar ou qualquer coisa assim, pois você prontamente responde que, sim, você quer mesmo é estragar, rasgar, quebrar...

Ao menos você é sincera.

A PANTELA E O CULATIDO

Na hora do almoço eu e o seu pai nos revesamos para brincar com você enquanto o outro come com mais tranquilidade, como já explicamos aqui. Num dos seus momentos com seu pai vocês esatavam brincando com a pantela (pantera cor de rosa, que é seu novo desenho preferido) e você dá uma mordida no focinho da pobre felina.

Seu pai, no intuito de ensinar-lhe que morder os bichinhos não era legal, deu toda uma explicação de que a pantera tida ficado dodói, ido ao hospital (ele sai de suas vistas com a pantera por alguns segundos) e que tinha que fazer um curativo. Ele colou um esparadrapo no focinho da pantera e te explicou que não era para morder, caso contrário a pantera teria que ir ao hospital para fazer um curativo e sarar o dodói.

Segundos depois de receber a pantera de volta para brincar você retirou o culatido, deu uma mordida caprichada na barriga do bicho e estendeu a pantera para seu pai a fazê culatido a pantela!

Tanta psicologia só atiçou ainda mais a vontade de morder...tsc...tsc...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dedinhos arteiros

Faz tempo que você se encantou com a arte de desenhar. Tão logo eu percebi o fato (na verdade não sei se você foi apresentada aos lápis e caderno de cartografia por mim ou se foi você quem me reapresentou aos dois) comprei um caderno de desenhos e uma caixa de giz de cera (bem grosso, essa é a dica para que eles não se quebrem a cada riscada) dando início a uma das suas brincadeiras preferidas: diinhá.

No começo você se ateve aos desenhos nos papéis; e como eu brincava com você pude te ensinar várias formas e objetos através dos desenhos.

Uma das coisas mais maravilhosas de se ter filho é poder ensinar algo, e comigo você aprendeu as formas (bola, quadrado, triângulo, estrela), animais (caracol, cachorro, gato, pato), plantas (folhas, flores), nuvem (núvi), sol, passarinhos, mar, óculos (lóclo), menina, menino.

Com o caracol acontece uma coisa engraçada: para você o bicho caracol (cacol) é apenas a parte enrolada do desenho, o restante você chama de au-au ou cacholo :)

Mas, como toda criança sedenta por novidades, você logo descobriu uma outra tela onde desenhar suas artes: os vidros da porta janela da sacada! Inclusive passou a guardar seus giz de cera lá:

Um novo porta lápis!


Dedinhos em ação! (como diria minha amiga Mammy)


Resultado: vidros artísticamente decorados!

É ou não é uma artista em termos de traquinagem? (:

Obs: Não se preocupem mamães e papais, os desenhos em giz no vidro saem com água e sabão, com uma esponja ou pano. Inclusive aqueles riscos que saem para as bordas das paredes, basta lavar (se a tinta da sua parede for lavável, caso não seja  - como a minha - melhor evitar!).

DICA: A Ana, do blog Balde, Areia e Balanço me falou de umas canetinhas próprias para desenhar nas janelas. Eu não achei aqui no sul do sul, não, mas em cidades maiores com certeza se encontram essas novidades mais facilmente! Ah, no site da Kalunga tem!








sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um anjo do céu

Filha, desde que você nasceu eu canto uma música prá você, sempre com o intuito de te acalmar nas horas de cansaço ou de sono.

Mais recentemente esta música tem sido nosso tema da hora de dormir. Sempre canto para você e você estava já repetindo as palavrinhas finais das frases, mas HOJE na hora do almoço resolvi cantar, porque você  estava com soninho e se aconchegou na minha barriga com a timantinha.

Eu só comecei a cantar "Um anjo do céu..." e você continuou cantando a sequência certinha das frases antes mesmo que eu começasse a próxima! Olho no olho, carinho com as mãozinhas gorduchas, eu fazendo um cafuné nos seus cabelos.

Posso te contar que chorei? :)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Novidades da semana e fotinho mais recente para Tia Mari!


É incrível como vocês bebês de pouco mais de um ano de vida do lado de cá da barriga aprendem com tanta facilidade! Vocês são serzinhos-papagaios! Olham, apreendem e saem repetindo tudo que a gente faz ou fala!

Você tem grande paixão por formas: bola, quadrado, estrela, coração, árvore. Tanto que sua segunda palavra, e a primeira totalmente compreensível, sem significado duplo, foi bola. Agora você aprendeu a falar e identificar a estrela, que você diz "esteia". E com o coração, você além de falar "sião", ainda bate com a mãozinha no peito fazendo "tum-tum". Essa você aprendeu com sua babá (a primeira e única assim espero), que merece um relato a parte. E seus olhos são de lince para encontrar essas formas, pois muitas vezes quando estamos passeando você desanda a gritar esteia, ou sião batendo com a mão no peito, e é só a mamãe olhar com mais atenção que logo percebe uma estrela em anúncio político ou um freezer da Kibon!

Você tem dormido muito bem nesta última semana! Já na semana anterior você emplacou 4 noites (iupiii) inteirinhas sem precisar de atenção e nesta semana foram também mais 4 noites, e todas elas com a mamãe (iupiii duplo!) já que o papai estava viajando. Porque você andava sacaneando a mamãe, né? Dormia a noite toda nas noites que eram responsabilidade do seu papi e nas minhas acordava várias vezes...

Uma das nossas brincadeiras preferidas ainda é jogar bola! Agora você chuta ("siuta") e grita gooooool! Linda demais! E temos mais duas brincadeirinhas: esconder atrás do pilar da lareira enquanto a outra procura (você sempre dá gargalhada quando me acha) e brincar de "corre-corre que eu vou te pegar" e você sai correndo e gritando "cói, cói".

Temos aproveitado as praias daqui, já que ao que parece o verão de 18 a 25 graus de SVP finalmente chegou! E você fica horas brincando na areia! Na praia da Barra do Chuí, nem liga para a água, mas na do Hermenegildo, não aguentou nem 30 minutos sem correr em direção a ela!

Lembra quando te contei da timantinha? Pois não é que você começou a chamá-la de "manca" e agora já fala certinho "a manta"? Nada de diminutivos com ela! Ela é a sua "manta" e anda grudada em você durante todo o dia!

Você tem ficado vaidosa, filha! Adora passar cremes e agora descobriu a minha pobrinha caixa de bijuterias...fica horas olhando os colares e pulseiras que a mamãe nunca usa e se enche deles, mas já elegeu um preferido: um colar prateado de bolinhas! Coloca no pescoço e sai desfilando com ele pela casa!

E ainda tem palavrinhas novas: cuco (suco), cocoicó (cocoricó), quesi (queijo), bobom (bumbum), pinha (roupinha), bainho (bainho mesmo, de banho, rsrsrs).

E tivemos um cena de ciúmes séria essa semana com o bebê de uma amiga. Mas essa eu conto depois!

sábado, 13 de novembro de 2010

Blá, blá, blá



E a lista de palavrinhas só aumenta! E agora você já junta até duas palavrinhas com sentido! Teve o "cocóia mamãe" uma noite dessas, que eu amei ouvir, mas a frase mais corriqueira hoje em dia é "não mãe", dito assim, com apenas "mãe" no final. Onde está o mami, o mamãe? Agora sou apenas "mãe".

E óbvio que sendo bisneta, neta e filha de quem és a primeira frase tinha que ser uma frase imperativa negativa!

Mas ainda tem as palavrinhas soltas, algumas novas, outras apenas evoluções de pronúncia:

Sapato: já foi papá e agora é "papapu" com o "pu" pronunciado da mesma forma que na palavrinha "mópu".
Banana: é "babá", o que pode gerar alguma confusão na sua cabeça, já que a sua babá pode ser confundida com uma banana e vice-versa...
Linda: é "dinda" com o "di" de pronúcia característica dos catarinenses do litoral
Pão: é "pãum"
Coco: coco mesmo e agora é dito quando você nos pega no banheiro ou quando você mesma está enchendo suas fraldas, recentemente XG.
Cocoricó: cocó, com um leve acento no último ó, pode ser confundido com coco.
Banho: "bainho", porque sua mãe tem mania de falar no diminutivo...tsc...tsc...
Nanar: "nhanhá"
Neném: "nhenhém"
Bom dia: "ia"
Tchau: "tai"
Cabeça: "bebeci"
Nariz: "naiz"
Bolo: "bolho"
Bola: já foi "abá", depois "bóia" e agora é "bólha".
Uva: "ua"
Comida: é "papá" seguido de um sonoro "nham, nham"...
Dado: "dadi"
Habils: "abis"

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cocóia mamãe!


Ontem a mamãe estava sentada na poltrona do seu quarto, com você no colo enroladinha no cobertor e segurando a sua timantinha após ter tomado o leite. Esse é o nosso ritual diário para você dormir desde que você deixou de mamar no peito. E apesar de ser bem cansativo às vezes, é um momento muito gostoso entre nós duas, porque você está lá toda quietinha - o que é raro durante o dia! - aconchegada no meu colo.

Faz umas duas semanas que eu percebi que você deu (mais) uma esticada, e agora já não fica mais tão bem acopladinha no meu colo, o que me faz pensar que logo, logo teremos que criar outro ritual para a hora do soninho, com você no seu berço.

E como ontem você estava super quietinha e já quase dormindo, resolvi te colocar no berço e ficar ali acocorada ao seu lado até perceber que você já estava dormindo. Mas você não dormiu e em determinado momento se virou para o meu lado e ao me ver apontou o dedinho dizendo "mami!" e em seguida encostou sua cabecinha na minha e disse "cocóia mamãe!" (gostosa mamãe) e me deu um beijo!


E eu te peguei novamente no colo e fiquei te ninando até você dormir definitivamente, minha cocóia!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cortando o cabelo

Faceira cortando o cabelo


Essa já é a segunda vez que cortamos o seu cabelo, em todas as duas foi o seu primo Luis quem o fez!

Nós não conhecíamos o primo Luis antes de nos mudarmos para SVP! Essa foi umas das boas suspresas que encontramos por aqui.

O primo Luis e sua esposa, a Cris, são cabeleireiros de mão cheia e ele leva muito jeito para cortar cabelos de crianças.

Você costuma se comportar super bem durante o corte, não chora e normalmente se distrai com os sapinhos do avental! Fica chamando de "pa-pu", assim, com as sílabas bem pronunciadas.

A parte mais difícil é cortar a franja, porque você, curiosa que é, fica querendo olhar o que o primo está fazendo, virando a cabeça para cima. Nessa hora a agilidade do nosso cabeleireiro é posta à prova! Mas estamos indo bem, até o momento não tivemos orelhas cortadas, sorte essa que outra prima sua, a Lia, não teve quando a sua tia avó Ceninha resolveu cortar o cabelo dela!
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