Eu e Ísis: 3 semanas após o parto
Olhando para essa foto, que foi tirada pelo pai num momento de exaustão extrema, eu fico com um arrepio na espinha, porque grávida novamente, sei que terei não apenas um, mas vários repetecos desse dia em poucos meses. Louca, eu? (pergunta inspirada na Mari - viciados em colo).
Uma das coisas que mais me atormentavam antes do nascimento era o sono, porque eu sou uma pessoa que dorme, ops, dormia muito. Para mim não bastam as 8 horas diárias, eu preciso de mais. Para piorar eu sou assim, meio devagar, sabe? Não sou viciada em atividade, minha velocidade é slow motion, e eu durmo com as galinhas desde sempre. Atividades noturnas não estão entre as minhas preferidas - eu sempre fui daquelas que cansava da balada lá pelas duas da madruga, mas ficava até mais tarde só para não chatear as amigas. Sou mole, mas sou parceira!
Eu não tinha ilusões de que bebês recém nascidos não choravam à noite. Quando eu tinha 12 anos nasceu minha irmã mais nova e eu me lembro muito bem dela chorando na madrugada, então eu não era totalmente desprovida de um senso de realidade de que bebês choram, acordam à noite para mamar e madrugam pela manhã. E mesmo assim eu me vi desesperada nos primeiros meses após o nascimento da Ísis. Mais desesperada ainda depois que li o tal livro da tal enganadora Encantadora.
Porque a minha filha não agia como aquela tabelinha de intervalos de 3 em 3 horas? Por que ela não dormia ao menos 6 horas ininterruptas, mesmo depois da mamada dos sonhos? Enfim, eu azucrinei todos - leia-se marido - em casa para tentarmos estabelecer rotinas, principalmente antes de dormir, virei a general dos ciclos, montei tabelas e nada, nada parecia mudar a realidade sonífera da minha recém maternidade.
Se vocês lerem alguns textos antigos do blog, podem se deparar com esse, onde, pasmem, eu digo para minha filha que ela dorme SUPER BEM. Mas deixa eu explicar!
Depois da febre da Encantadora, que me deixou de bom apenas a rotina noturna, silêncio e penumbra para dormir, eu dei um basta! Aceitei minha condição de mãe amamentante, aceitei que tinha uma filha que acordava mesmo, estava longe de ser um bebê-anjo (na verdade eu e o pai a enquadramos como bebê-velho, hoho), que ela precisava de colo, muito colo, muito aconchego e com essa aceitação da minha filha real, e não aquela dos livros, eu relaxei! E com esse relaxamento eu passei a visualizar que minha filha dormia até que bem, ora vejam, só! Bastava eu entender as necessidades dela, mantê-la no colo tempo integral, livre demanda e...voilá! Ela acordava 2 ou 3 vezes à noite, mas já fazia um ciclo longo de 6 horas e outros menores de 3 ou 2 horas; e durante o dia fazia suas 3 ou 4 sonequinhas de 40 minutos no máximo. Dormir mais durante o dia só se estivesse no colo!
E ela dormia fácil? Nããããooooo! Quando o cansaço batia e nada mais prestava, nem o peito, ela chorava, chorava, chorava de ficar vermelha. E eu embrulhava no estilo charutinho e saía pulando - sim, o movimento tinha que ser meio brusco - pela casa no meu, literalmente, estilo mamãe canguru, até ela pegar no sono. Na maioria das vezes resolvia, em outras não. Quando não resolvia o jeito era abraçar, sussurrar, segurar no colo e esperar ela cansar de chorar. Ela sempre resistiu muito ao sono, luta contra ele ainda hoje, porém as artimanhas agora são outras!
À noite fazíamos toda a rotina estruturada: mamada antes do banho, massagem antes ou depois do banho, mamada depois o banho. Penumbra e silêncio. Quantas vezes assisti à TV no mudo! O problema é que a Ísis sempre detestou sair do banho e tem verdadeiro horror por colocar a roupa. Chorava estrondorosamente desde os 40 dias sempre que tinha que trocar/colocar a roupa. Minhas vizinhas queridas, quando me viam passeando com ela, sempre faziam aquelas perguntas bestas: ela tem muita cólica? eu escuto ela chorar taaaanto à noite, pobrezinha...
Mas mesmo assim, eu achava que ela dormia bem! Acho que passado o susto, minhas expectativas deixaram de ser tão altas, eu parei de ler as Encantadoras da vida, mas ainda não conhecia os blogs. Hoje lendo um texto da Paloma eu fiquei me perguntando se a falta de sono não teria afetado minha percepção da realidade na época, e na verdade eu estava era muito lesada de cansaço e passei a delirar que minha filha dormia bem...não sei... só sei que foi assim.
Por isso eu sempre afirmo que a fase recém nascido é de longe a mais cansativa para mim, e a pior mesmo é a famosa exterogestação - os fatídicos primeiros 3 meses. Ali eu vivi meu calvário ao mesmo tempo em que vivia um amor enorme, que não cabia em mim. Algo que tira qualquer um da sua órbita, com certeza.
Mas cá estou eu, grávida novamente, rezando diariamente para que meu segundo filho seja uma exceção e durma, durma, durma; porém já calejada pela realidade: se não dormir, ok, é o NORMAL.
Eu me lembrei disso tudo porque a Carol vem escrevendo textos sobre seu cansaço, suas noites e dias de muito choro e eu me solidarizei. Com certeza, se tivesse um blog naquela época, escreveria as mesmas coisas em busca de uma solução, alguém que me ajudasse a passar por aquilo tudo de maneira mais amena.
Dia desses falando com o marido no jantar sobre isso, o cara ri na minha cara e diz que eu estava louca naquela época! Minha resposta foi fuzilá-lo com o olhar ao mesmo tempo em que bradava o famoso fácil falar! Ele deitava às 23:00h e acordava às 07:30h, uma noite inteira de sono! Quem levantava toda madrugada? Eu, oras! Então eu tinha todo o direito de testar as teorias mais absurdas que eu encontrasse, desde que não envolvessem deixar chorar, certo? Assunto encerrado! Humpf!
Nossa realidade atual é ela dormir na caminha nova dela, comigo ou o pai deitado ao lado, e depois de tomar o delicioso tétinho de iaiate. Tem noites (como ontem) que ela acorda 1 vez e nos chama para deitar com ela, tem noites (como antes de ontem) que ela dorme a noite inteira sem chamados. E assim vamos seguindo.
A soneca do dia se resume a uma única por volta das 14:00h e com duração de 1 hora a 1,5 horas no máximo.
Minha solidariedade eterna às mamães de pequenos bebês que estão na luta por voltar a dormir bem! Não se desesperem, vocês são normais, seus bebês são mais que normais e tudo melhora com o tempo! Posso afirmar que a Ísis só dormiu bem mesmo (e isso para mim não significa a noite inteira) a partir dos 15 meses (mas ainda acordava durante a maioria das noites, adormecendo em seguida) e com mais de 2 anos passou a dormir várias noites inteiras seguidas (leia-se das 21:00h ou 22:00h às 07:00h ), mas intercaladas por noites com chamados noturnos.
Isso não quer dizer que EU não acorde mais vezes do que ela para conferir se ela está bem coberta e não sente frio, ou se não está suando, com calor, ou se ela tosse/espirra eu levanto para ver se ela não está com febre...Tenho salvação?
Depois da febre da Encantadora, que me deixou de bom apenas a rotina noturna, silêncio e penumbra para dormir, eu dei um basta! Aceitei minha condição de mãe amamentante, aceitei que tinha uma filha que acordava mesmo, estava longe de ser um bebê-anjo (na verdade eu e o pai a enquadramos como bebê-velho, hoho), que ela precisava de colo, muito colo, muito aconchego e com essa aceitação da minha filha real, e não aquela dos livros, eu relaxei! E com esse relaxamento eu passei a visualizar que minha filha dormia até que bem, ora vejam, só! Bastava eu entender as necessidades dela, mantê-la no colo tempo integral, livre demanda e...voilá! Ela acordava 2 ou 3 vezes à noite, mas já fazia um ciclo longo de 6 horas e outros menores de 3 ou 2 horas; e durante o dia fazia suas 3 ou 4 sonequinhas de 40 minutos no máximo. Dormir mais durante o dia só se estivesse no colo!
E ela dormia fácil? Nããããooooo! Quando o cansaço batia e nada mais prestava, nem o peito, ela chorava, chorava, chorava de ficar vermelha. E eu embrulhava no estilo charutinho e saía pulando - sim, o movimento tinha que ser meio brusco - pela casa no meu, literalmente, estilo mamãe canguru, até ela pegar no sono. Na maioria das vezes resolvia, em outras não. Quando não resolvia o jeito era abraçar, sussurrar, segurar no colo e esperar ela cansar de chorar. Ela sempre resistiu muito ao sono, luta contra ele ainda hoje, porém as artimanhas agora são outras!
À noite fazíamos toda a rotina estruturada: mamada antes do banho, massagem antes ou depois do banho, mamada depois o banho. Penumbra e silêncio. Quantas vezes assisti à TV no mudo! O problema é que a Ísis sempre detestou sair do banho e tem verdadeiro horror por colocar a roupa. Chorava estrondorosamente desde os 40 dias sempre que tinha que trocar/colocar a roupa. Minhas vizinhas queridas, quando me viam passeando com ela, sempre faziam aquelas perguntas bestas: ela tem muita cólica? eu escuto ela chorar taaaanto à noite, pobrezinha...
Mas mesmo assim, eu achava que ela dormia bem! Acho que passado o susto, minhas expectativas deixaram de ser tão altas, eu parei de ler as Encantadoras da vida, mas ainda não conhecia os blogs. Hoje lendo um texto da Paloma eu fiquei me perguntando se a falta de sono não teria afetado minha percepção da realidade na época, e na verdade eu estava era muito lesada de cansaço e passei a delirar que minha filha dormia bem...não sei... só sei que foi assim.
Por isso eu sempre afirmo que a fase recém nascido é de longe a mais cansativa para mim, e a pior mesmo é a famosa exterogestação - os fatídicos primeiros 3 meses. Ali eu vivi meu calvário ao mesmo tempo em que vivia um amor enorme, que não cabia em mim. Algo que tira qualquer um da sua órbita, com certeza.
Mas cá estou eu, grávida novamente, rezando diariamente para que meu segundo filho seja uma exceção e durma, durma, durma; porém já calejada pela realidade: se não dormir, ok, é o NORMAL.
Eu me lembrei disso tudo porque a Carol vem escrevendo textos sobre seu cansaço, suas noites e dias de muito choro e eu me solidarizei. Com certeza, se tivesse um blog naquela época, escreveria as mesmas coisas em busca de uma solução, alguém que me ajudasse a passar por aquilo tudo de maneira mais amena.
Dia desses falando com o marido no jantar sobre isso, o cara ri na minha cara e diz que eu estava louca naquela época! Minha resposta foi fuzilá-lo com o olhar ao mesmo tempo em que bradava o famoso fácil falar! Ele deitava às 23:00h e acordava às 07:30h, uma noite inteira de sono! Quem levantava toda madrugada? Eu, oras! Então eu tinha todo o direito de testar as teorias mais absurdas que eu encontrasse, desde que não envolvessem deixar chorar, certo? Assunto encerrado! Humpf!
Nossa realidade atual é ela dormir na caminha nova dela, comigo ou o pai deitado ao lado, e depois de tomar o delicioso tétinho de iaiate. Tem noites (como ontem) que ela acorda 1 vez e nos chama para deitar com ela, tem noites (como antes de ontem) que ela dorme a noite inteira sem chamados. E assim vamos seguindo.
A soneca do dia se resume a uma única por volta das 14:00h e com duração de 1 hora a 1,5 horas no máximo.
Minha solidariedade eterna às mamães de pequenos bebês que estão na luta por voltar a dormir bem! Não se desesperem, vocês são normais, seus bebês são mais que normais e tudo melhora com o tempo! Posso afirmar que a Ísis só dormiu bem mesmo (e isso para mim não significa a noite inteira) a partir dos 15 meses (mas ainda acordava durante a maioria das noites, adormecendo em seguida) e com mais de 2 anos passou a dormir várias noites inteiras seguidas (leia-se das 21:00h ou 22:00h às 07:00h ), mas intercaladas por noites com chamados noturnos.
Isso não quer dizer que EU não acorde mais vezes do que ela para conferir se ela está bem coberta e não sente frio, ou se não está suando, com calor, ou se ela tosse/espirra eu levanto para ver se ela não está com febre...Tenho salvação?


