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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cocóia mamãe!


Ontem a mamãe estava sentada na poltrona do seu quarto, com você no colo enroladinha no cobertor e segurando a sua timantinha após ter tomado o leite. Esse é o nosso ritual diário para você dormir desde que você deixou de mamar no peito. E apesar de ser bem cansativo às vezes, é um momento muito gostoso entre nós duas, porque você está lá toda quietinha - o que é raro durante o dia! - aconchegada no meu colo.

Faz umas duas semanas que eu percebi que você deu (mais) uma esticada, e agora já não fica mais tão bem acopladinha no meu colo, o que me faz pensar que logo, logo teremos que criar outro ritual para a hora do soninho, com você no seu berço.

E como ontem você estava super quietinha e já quase dormindo, resolvi te colocar no berço e ficar ali acocorada ao seu lado até perceber que você já estava dormindo. Mas você não dormiu e em determinado momento se virou para o meu lado e ao me ver apontou o dedinho dizendo "mami!" e em seguida encostou sua cabecinha na minha e disse "cocóia mamãe!" (gostosa mamãe) e me deu um beijo!


E eu te peguei novamente no colo e fiquei te ninando até você dormir definitivamente, minha cocóia!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cortando o cabelo

Faceira cortando o cabelo


Essa já é a segunda vez que cortamos o seu cabelo, em todas as duas foi o seu primo Luis quem o fez!

Nós não conhecíamos o primo Luis antes de nos mudarmos para SVP! Essa foi umas das boas suspresas que encontramos por aqui.

O primo Luis e sua esposa, a Cris, são cabeleireiros de mão cheia e ele leva muito jeito para cortar cabelos de crianças.

Você costuma se comportar super bem durante o corte, não chora e normalmente se distrai com os sapinhos do avental! Fica chamando de "pa-pu", assim, com as sílabas bem pronunciadas.

A parte mais difícil é cortar a franja, porque você, curiosa que é, fica querendo olhar o que o primo está fazendo, virando a cabeça para cima. Nessa hora a agilidade do nosso cabeleireiro é posta à prova! Mas estamos indo bem, até o momento não tivemos orelhas cortadas, sorte essa que outra prima sua, a Lia, não teve quando a sua tia avó Ceninha resolveu cortar o cabelo dela!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O pé


Filha, se tem uma coisa que eu amo de paixão é beijar e cheirar os seus pezinhos gorduchos! E quer saber mesmo? Eu adoro quando tiro as suas meinhas e dou aquela cafungadinha sentindo aquele chulezinho gostoso! Adoro!

Aliás, você adora ficar de pés descalços! É só estar sentada em algum lugar que já fica esfregando um pezinho no outro até arrancar os tênis, para em seguida puxar as meias! Sempre que você tira as meias você diz "aminha" e me olha sapecamente. Fala a mesma coisa quando resolve sair de cima do sofá com os pés descalços, como se dissesse "estou sem as meinhas".

Você chama o pé de "pê" ou "pi", e quando cantamos a música do sapo, na parte do "hum, que chulé" você faz o gesto de sacudir a mãozinha em frente ao nariz e dá risada!

Sua mais nova brincadeira e derrubar suco nos pés! Deve ser para a mamãe não falar mais "pé-chulé" e sim "pé-laranja", "pé-morango", "pé-pêssego"...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

OFF TOPIC Sobre perdas...para Ceila

Eu estive pensando sobre isso nesses dias, em como a minha concepção sobre o aborto mudou ao longo do tempo. E isso foi depois de ler alguns posts seus sobre o que você estava passando.


Quando eu era mais nova achava que não se poderia sofrer tanto por algo que mal chegou a existir. Eu não entendia então do amor que se sente ao ver o resultado positivo no exame. Eu não sabia que em muitas das vezes a gente pressente a chegada do filho muito antes dele estar devidamente instalado em nosso ventre. Eu era nova, imatura, inexperiente.

Depois, mais adulta, eu tive amigas que abortaram ao tentarem engravidar. Mas eu ainda não compreendia o que elas poderiam sentir, porque na minha cabeça era algo assim: não foi dessa vez, vamos tentar de novo! Simples, fácil e totalmente desprovido de sentimento. Eu já não era tão imatura, mas desconhecia o amor que se sente por algo minúsculo que passa a existir dentro da gente. Porque quando a gente sabe que algo está surgindo ali, esse algo toma formas, proporções, criamos histórias, construimos nossos castelos, um sonho, e a perda de um sonho tão bonito dói. Mas eu não sabia.

Foi depois que eu engravidei e tive que fazer repouso devido ao risco de eu perder minha filha que eu comecei a entender o quanto se poderia sofrer ao abortar. Não era apenas uma célula, um feto, um algo que sairia de mim. Seria o meu filho. O filho que já não teria. E isso é dolorido, sim.

Nós mulheres temos que aprender a falar sobre isso, a entender os motivos que levam ao aborto natural, ou não, e aprendermos com tudo, ensinarmos quem passa por situação semelhante.

Esse assunto não deve ser um tabu, nem tão pouco as mulheres e os homens que passam por isso devem ser marginalizados, ou se sentirem incapazes, menores. E nós que estamos próximos de quem passa por uma situação tão delicada como essa temos que saber como agir, temos que dar nosso apoio, nosso abraço, nossa solidariedade. E isso não significa que sentimos pena, mas sim que nos importamos.
Eu só posso te dizer que desejo que você logo se recupere, externalize seus pensamentos, sentimentos, e assim que estiver pronta, tente novamente! Tem um filho esperando por vc!

Beijos!

Nine


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Evolução das palavrinhas

Filha, é incrível como as suas palavrinhas vão evoluindo, vão aumentando a cada dia e com aquela pronúncia tão fofinha que é a dos bebês!

Lembra quando você falava "cacaqui"? Agora abre um bocão e fala "cacaca", bem pronunciadas todas as sílabas!

E peixe? Já foi pepi, que eu amava, e agora pode ser "pessi" ou "pissi", que eu amo demais ouvir!

E você aprendeu a identificar o som das motos na rua. No começo, você sempre levava um susto quando passava uma e a mamãe repetia vez após outra que era "a moto". Agora sempre que ouve um barulho semelhante ao da moto você diz "a mopu", com o "pu" saindo do fundo da garganta, de um jeito que eu nem consigo repetir, mas é fofo, fofo! E não se assusta mais, ainda que sempre venha para o meu colo ou agarre nas minhas pernas no mesmo momento em que fala "a mopu, a mopu". É que o barulho é irritante, né, Ísis?

Você pega a chave do carro e aponta dizendo "bibi" e eu não sei se você fala isso porque nós dizemos que o carro faz bibi ou se é porque o alarme do carro faz bibi quando é ligado ou desligado. Fica a dúvida.

Já te contei que você está aprendendo a tomar suco no canudinho e no copinho, né? E que eu sentirei falta da maneira como você segura a mamadeira de suco? Pois, é...acho que você anda me entendendo, filha, porque passou a segurar o copo da mesma maneira que você segura a sua mamadeira de suco, com uma mão, de lado e dedinho indicador esticado. Não é a melhor maneira de tomar suco no copo, e logo você vai perceber isso...
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