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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Maternidade pós blog

As vezes eu fico pensando e me perguntando que tipo de mãe eu seria se não tivesse o blog.

Criado no início apenas para registrar pequenos momentos, pensamentos meus, palavras minhas para a Ísis. Depois virou meio de informação sobre tantos assuntos sobre os quais nunca tinha ouvido falar. Mais recentemente como meio de troca dessas mesmas informações e experiências sobre a maternidade e toda a complexa simplicidade que a envolve.

Através de outras mães eu descobri e me identifiquei com tantas formas de pensar. Discordei de muitas, como ainda faço até hoje, mas sem embates, sempre com o pensamento de que na verdade cada família é uma família e por melhor que eu considere a maneira que eu escolhi para maternar, não posso impor esta mesma maneira a outras pessoas, pois a minha maneira não é a melhor para elas. Também eu não sou influenciada a agir diferentemente do que acredito e posso em cada momento.

De tudo, o que mais me motiva é a sensação de pertencer. Na vida real não posso falar e ouvir sobre esses assuntos com as pessoas reais com as quais eu convivo. Apesar de conversar sobre maternidade com amigos e familiares, o mundo real é tão, mas tão diferente do virtual, que por vezes cansa. Aqui aprofundamos conhecimento, debatemos teorias, as colocamos em prática, informamos nossos resultados, rejeitamos o lugar comum sem causas reais.

Eu lembro de mim quando a Ísis nasceu. Eu nunca me senti tão só na vida. Eu não conseguia explicar a ninguém o que eu estava sentindo. Eu não era mais a mesma de sempre e ao mesmo tempo eu não conseguia me espelhar nas pessoas próximas a mim. Eu me senti só numa ilha, com um bebê recém nascido nos braços e um turbilhão de sentimentos desconhecidos.

Eu me lembro que cheguei a pensar que estava em depressão. Mas recusei a idéia. Eu não me sentia deprimida, eu apenas não conseguia me encontrar mais. Eu estava pendurada num precipício, cansada, e não tinha ninguém para me dar a mão e me ajudar a subir.

No mundo dos blogs eu encontrei essas mãos. A cada texto lido eu passei a me sentir parte de um grupo e com este grupo de pessoas que eu nunca vi pessoalmente, com muitas inclusive nem troco idéias, eu me senti pertencendo novamente.

Eu não estou mais cansada, pendurada, prestes a desabar. Agora eu piso terra firme, eu ando vigorosamente pela estrada.

A todas essas famílias que se expõem na internet e que expõem nos blogs suas experiência reais, seus anseios, suas dúvidas, suas soluções, o meu agradecimento sincero.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O que você faria se sua filha fosse torturada até a morte?

Horror, é só o que eu posso sentir.

No blog da Juliana fiquei sabendo do caso de uma menininha linda, Joanna Marcenal, que, ao que parece, foi torturada pelo próprio pai e pela madrasta até a morte.

Há um abaixo assinado e um blog sobre o caso. O abaixo assinado pede justiça, o blog conta um pouco a história da menina e o drama vivido pela mãe. Semelhanças com o caso de Isabela Nardoni, mas que, como não causou comoção nacional, parece não estar tendo o mesmo tratamento.

Vamos ajudar?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sanguenozóio 2011!

Ano passado mamãe andou totalmente fora do mundo bloguístico porque teve muito trabalho no trabalho e muito trabalho em casa também, então internet foi algo que passou longe, longe.

Mas, na semana do ano novo as coisas já estavam mais tranquilas e eu saí lendo os textos dos blogs amigos, descobri mais alguns novos e foi aí que me deparei com esses textos aqui, e aqui. E aí me bateu uma onda reacionária, daquelas que só nos tempos de adolescência rebelde ousei sentir. Segundos depois caí em minha realidade atual e balzaquiana, mas atuei, seguindo as dicas das queridas Mari e Thais. Mandei email para os deputados de Santa Catarina (já que morei lá desde sempre e meu título ainda está lá) e para os do Rio Grande do Sul, onde moramos hoje e onde votarei nas próximas eleições.

Para os que votaram a favor do aumento próprio de mais de 60% às vésperas do natal, mandei esse email:

Sr. XXX,


Como eleitora do Estado de SC fiquei tremendamente desapontada com seu voto favorável ao aumento descabido de mais de 60% em seu próprio salário e de seus pares!
E como representante de um grupo estremamente unido e forte, que é o de mães de pequenos brasileiros, e ainda como possuidora de dois blogs, farei chegar a quantos eu conseguir a minha indignação, bem como o seu nome como defensora de causa tão desprezível, de tão pouca urgência e relevância para o país.
Decepcionadamente,
Janine

Para os que votaram contra, email de elogio, afinal não se pode apenas reclamar, né filha? Pena que foram apenas 4 emails deste:

Sr. XXX,

Como futura eleitora do Estado do RS fiquei muito feliz em saber que você votou contra o aumento descabido de mais de 60% para você e seus colegas. Infelizmente, sua atitude e decisão não foi capaz de barrar o aumento, mas seu nome ficará gravado como um daqueles que, ao menos neste caso, não votou em causa própria e em detrimento do restante do país.
E como representante de um grupo estremamente unido e forte, que é o de mães de pequenos brasileiros, e ainda como possuidora de dois blogs, farei chegar a quantos eu conseguir essa sua decisão contra causa tão desprezível, de tão pouca urgência e relevância para o país.
Atenciosamente,
Janine

Optei por mandar email apenas para os deputados da nossa região, pois são os que eu atualmente posso cobrar com mais afinco.

Abaixo os(as) deputados (as) dos Estados do RS e SC que votaram a favor do aumento. Esqueçam deles nas próximas eleições:

- Germano Bonow, Pompeo de Mattos, Vieira Cunha, Celso Maldaner, Darcísio Perondi, João Matos, Mauro Mariani, Mendes Ribeiro Filho, Osmar Terra, Valdir Colatto, Angela Amin, José Otávio Germano, Luis Carlos Heinze, Renato Molling, Vilson Covatti, Zonta, Cláudio Diaz, Paulo Bauer, Fernando Marroni, Marco Maia, Vignatti, Paulo Roberto Pereira e Sérgio Moraes.

Saibam Srs. Deputados que sempre que eu olhar para esses dois rostinhos, escolherei nomes diferentes dos seus na hora das eleições:




E os 3 deputados da região que votaram contra foram:

- Luciana Genro, Décio Lima e Paulo Pimenta

A Sra. Emília Fernandes se absteve (?). Aí também não vale né? Pior que tomar uma decisão ruim ou equivocada é ficar em cima do muro para agradar a gregos e troianos!

E a única senadora que votou contra foi Marina Silva.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rede de mães

Faço um parêntese neste post para repassar o pedido de ajuda da Aline, uma mãe blogueira como tantas de nós, que tem um filhotinho muito fofo chamado Theo e que está, ao que parece, com a síndrome da má absorção necessitando tomar um tipo de leite especial que custa R$ 400,00 (!!!) a lata e dura 4 dias.

Fiquei sabendo no blog da Mariana.

Acessei o blog da Aline.

Entrei no Vakinha. Você também pode ajudar!

http://vakinha.uol.com.br/Vaquinha.aspx?e=3459&pwd=
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